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Tendo como musa inspiradora Elis Regina Carvalho Costa, em Boulevard des Capucines José Roberto Sarsano revela ao leitor fatos nunca antes relatados e resgata os bastidores de um episódio memorável da história da Música Popular Brasileira. Uma história que começa na São Paulo dos fabulosos anos 60, em um ambiente pleno de agitação político-social e renovação musical e culmina na romântica Paris de Sacha Distel e Charles Aznavour. Com apenas duas canções, Elis Regina conquistou uma das plateias mais exigentes do mundo em Cannes, e se tornou em março de 1968, a primeira cantora brasileira a pisar no prestigiado Teatro Olympia de Paris, abrindo as portas de sua bem-sucedida carreira na Europa. A canção Upa Neguinho era sua marca registrada! Junto com ela, sustentando arranjo musical, harmonia e ritmo, estavam José Roberto, Amilson Godoy e Jurandyr Meirelles, os músicos do Bossa Jazz Trio. Personagem e narrador desta bonita história, José Roberto Sarsano conta em Boulevard des Capucines, como o talento e uma relação muito especial os uniu para lograr este feito em uma época de ouro da Música Popular Brasileira.

Resenha do leitor

 

Teatro Olympia, Paris 1968: Elis Regina e Bossa Jazz Trio em uma época de ouro da MPB.
A Essência do livro Boulevard des Capucines na visão do leitor

 

 

Maio de 1945. Enquanto as pessoas comemoram nas ruas o fim da segunda guerra mundial, em São Paulo , nascia José Roberto Sarsano. Nos anos seguintes, viveu influenciado por uma atmosfera familiar musical devido a formação e ao bom gosto artístico de sua mãe pianista. Como todos os meninos, sonhava em ser um herói. Desde cedo, parecia que previa seu futuro de aventuras: tinha admiração por aviões e aeroportos, e ficava parte de seu tempo no aeroporto de congonhas observando decolagens e aterrissagens... Tudo começou com um sonho!

Depois de assistir a um filme em que o galã da história conquistava a mulher dos seus sonhos tocando bateria, ele também decidiu tocar bateria e conquistar as menininhas do bairro! Então, José descobre o dom que tinha para a música, começa a estudar bateria sozinho; forma com amigos, um quarteto para tocar em colégios e festas de aniversário. É nessa época que conhece o Juão Sebastião Bar, onde viveu maravilhosos momentos! Início dos anos 60... O cenário musical brasileiro já vivia a bossa nova. E foi naquele ambiente envolvente, convivendo com grandes músicos que começa a nascer a idéia do Bossa Jazz Trio...

Como numa cena de "Titanic", quando um homem muito elegante abre as portas do salão principal do navio, nos convidando com um gesto delicado a adentrar naquele lugar, naquela história, e nos fazer parte daquilo... José, mesclando com sutileza o cenário político-social, a história da MPB, sua vida pessoal e profissional, Bossa Jazz Trio e Elis Regina, nos convida com extrema delicadeza e alegria, a reviver com ele, momentos lindos, memoráveis, e importantes. Podemos mergulhar de tal forma nessa fascinante história, cheia de entrelinhas e revelações, que nos sentimos verdadeiramente parte dela. Remetemo-nos ao cenário musical brasileiro dos anos 60 e começamos a acompanhar o início da bossa nova, o início de um sonho, e, no capítulo dedicado a Elis Regina, emocionamo-nos com uma revelação que vai muito além de uma história de amor, mas um reencontro de almas.

É assim: quem opta por ler essa história com o coração, vive uma das sensações mais deliciosas de sua vida, se envolvendo numa atmosfera espiritual muito grande. Aliás, toda história é contada com um misticismo muito grande. Ele trata fatos de sua vida como "conspiração cósmica", e de fato tudo parece ser cuidadosamente articulado pelas energias cósmicas. Ele apenas agia pela sua intuição, obedecendo-as.

E assim segue a história. Do Juão Sebastião Bar em São Paulo ao Teatro Olympia, em Paris, aquele menino tímido, aluno inteligente, que queria ser um administrador de empresas e constituir família, conquistou o mundo em 7 anos, vivendo e fazendo a história da MPB com Elis Regina e seu Bossa Jazz Trio! E fez sua história mais bonita ao lado de Elis Regina... Tanto no campo pessoal como no profissional!

Mas o livro não é "apenas" isso! Depois desses 40 anos e muitas experiências vividas, muita aprendizagem, e uma bagagem para ninguém botar defeito, ao resgatar essa época de ouro de sua vida e da MPB, tudo isso nos foi brilhantemente passado como um presente. Como um balanço e uma auto-afirmação de tudo o que viveu e vive ele nos ensina com sua história.

Nos ensina que precisamos aprender a viver com mais sensibilidade e garra cada momento, que existem ciclos a serem vividos nessa vida por cada um de nós e que existem os momentos certos para seguir os novos caminhos... Que os momentos de maiores problemas e aflições podem ser também os das maiores decisões.

Nos ensina que a nossa história deve ser feita de sonhos sim, e com o coração, porque "Quando os sonhos são sonhados com o coração, eles se realizam..." Nos ensina que nunca é tarde para começar ou mudar, porque "Muitas vezes, o começo é o final. Porque chegar ao final pode ser a única maneira de começar."

Inúmeras sensações vivi ao longo da leitura! Alegrias, angústias, sustos, ansiedades... Portanto, digo que esse livro é muito mais do que uma simples leitura.

Salve Elis Regina de Carvalho Costa, que fez, faz e fará sempre parte da nossa história! Desde 82, o "Catatau", como era carinhosamente chamada por José Roberto, habita a estrela mais brilhante lá em cima, e nos faz sorrir quando a noite chega! Já o "Zé Colméia", Graças a Deus, continua por aqui e continua a fazer sua história com muita força, fazendo parte de nossas vidas e nos surpreendendo a cada dia.

Como dizia Vinícius de Morais em Samba da Benção: Saravá Elis Regina! Saravá José Roberto e Bossa Jazz Trio! Saravá a todos os nomes que fizeram da história da MPB, um orgulho para nós brasileiros!

Thalita da Silva Ribeiro (Rio de Janeiro 2005, leitora)


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