Bossa Jazz Trio

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O Trio

 

 

O conjunto Bossa Jazz Trio era bastante conhecido do grande público apreciador da Bossa Nova nos anos 60, devido às suas esplêndidas aparições em shows e discos, e tinha uma forte presença na mídia da época. Muito jovens, éramos admirados pela maturidade musical que conseguimos em curto espaço de tempo e pela importante contribuição para a Música Popular Brasileira. Além da trajetória particular do conjunto, nos idos de 1968, aqueles rapazes cujos nomes eram Amilson Godoy, Jurandir Meirelles e José Roberto Sarsano, ajudaram Elis Regina a conquistar, de forma quase heróica o público francês, abrindo as portas para a importante carreira dela na Europa.

O Bossa Jazz Trio nasceu no começo de 1964. Nesta época, os Beatles, que já eram o maior grupo pop da Europa. Vivíamos época da beatlemania! No Brasil, nascia, também, a chamada Jovem Guarda, com o surgimento de Roberto Carlos e de toda aquela onda que veio junto - Erasmo Carlos, Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Wanderléa, etc. Paralelamente a tudo isto, e ao movimento da bossa nova no Rio de Janeiro, a música na cidade de São Paulo passava por uma substancial transformação, rotulada pela imprensa como movimento de integração da Música Popular Brasileira.

Sem se identificar como uma tendência, essa transformação foi se dando gradativa e espontaneamente em bares e teatros, na televisão e nas rádios paulistas. O melhor exemplo disso era o que vinha acontecendo no Juão Sebastião Bar e nas "Noites de Bossa" no Teatro de Arena. Foi neste contexto que na minha mente e no meu coração, começou a nascer o Bossa Jazz Trio...
No livro "Boulevard des Capucines" conto porque e como criei o conjunto, e, em um capítulo dedicado especialmente a ele, conto detalhes de cada um dos seus integrantes e curiosidades sobre sua trajetória.
 

 

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Bossa Jazz Trio - 1964
 

Este disco marcou a entrada do Bossa Jazz Trio no mercado fonográfico. O produtor Manoel Barenbein da gravadora Fermata nos convidou a gravá-lo como resultado da nossa boa participação em um show no teatro da Universade Mackenzie em 1964. Nessa gravação já tinhamos a marca registrada de bossa e jazz representando bem a batida e o som da Bossa Nova. Na raíz do Bossa Jazz Trio estão João Benedito (o Benê, no piano e flauta), Nelson Aquino (o Nelsinho, no contrabaixo) e eu na bateria. Juntos, aos 18 anos de idade, fomos responsáveis pelo primeiro grande sucesso do trio em disco e mídia com a música Balanço Zona Sul (Tito Madi), o que abriu as portas para o que veio depois na história do BJ3, incluindo a primeira apresentação no Teatro Paramount e o convite para gravação do primeiro e premiado LP em 1964 e 1965. Esta gravação foi relançada em CD, em 1989, pela gravadora RGE na coletânea "O melhor da Bossa", pelos 30 anos da bossa nova.

 

Bossa Jazz Trio - 1965

Em julho de 1965, já com a nova formação do grupo com Amilson Godoy no piano, Jurandir Meirelles no contrabaixo e eu na bateria, lançamos nosso primeiro LP, que foi produzido por "Produções Vassalo & Bassani" para o selo Fermata. Seu conteúdo foi resultado de quase um ano de trabalho entre escolha de repertório, arranjos, ensaios e a gravação propriamente dita. Nossos maiores hits na época eram a canção "Maria Moita" de Baden e Vinicius, e "Balanço Zona Sul" de Tito Madi. Este disco foi relançado em CD, em 2006, na série "Som Livre Masters", entre os 25 títulos mais representativos da MPB dos anos 60 a 80!

 

 

Bossa Jazz Trio Vol. 2 - 1966

Durante o ano de 1965, Amilson, Jurandir e eu, trabalhamos arduamente no projeto do nosso segundo disco. A evolução e amadurecimento musical que alcançamos em relação ao primeiro foi impressionante. Lançamos o disco Bossa Jazz Trio Vol. 2 de Produções Fermata, em fevereiro de 1966. O disco foi um sucesso e ganhamos definitivamente o respeito do público e da critica especializada. Na contracapa nos honraram com suas análises e homenagens o "disk-jockey" Fausto Canova e um de nossos mentores, Walter Silva. Nossos maiores hits na época eram as canções "Deixa" e "Canto de Ossanha", de Baden e Vinícius, e a minha preferida era "Amor em Paz", de Tom e Vinícius. Este disco foi relançado em CD, em 2006, na série "RGE Clássicos".


 

Dois Na Bossa Vol. 2


Gravado ao vivo no programa "O fino", com Elis Regina e Jair Rodrigues, no Teatro Record em São Paulo em 1966. Esse disco foi relançado no CD "Elis, Dois na Bossa n.º 2" e colocado no mercado em 2004 pela Polygram- Philips, com produção original de Mário Duarte e direção musical de Adilson Godoy. Nesse álbum gravamos "Upa Neguinho", um dos maiores sucessos da carreira de Elis.

 

 

 


 

Elis - 1966

Considero este disco um dos melhores da carreira de Elis. Foi uma honra poder gravar com ela e uma orquestra formada pelos melhores músicos de São Paulo, com arranjos e regência do maestro Francisco de Moraes. Foi, também, a nossa única gravação com Elis com qualidade sonora de estúdio. O Bossa Jazz está em oito das doze músicas do disco: Roda, Pra Dizer Adeus, Estatuinha, Veleiro, Boa Palavra, Tem Mais Samba, Sonho de Maria e Teresa Sabe Sambar. Há algumas canções pelas quais tenho um carinho especial, tais como: "Veleiro", de Edu Lobo e Torquato Neto, "Tem Mais Samba", de Chico Buarque, "Sonho de Maria", de Marcos e Paulo Sérgio Valle. O álbum foi lançado originalmente em setembro de 1966, e relançado no CD "Elis 66", produzido por Luiz Mocarzel, colocado no mercado em 2004 pela Universal Music - Philips.

 

Elis Regina – Upa Neguinho em Cannes

Disco lançado em 1968, na França, imediatamente após o estrondoso sucesso de Elis no II Festival “Miden” do disco em Cannes. "Upa Neguinho", com Elis e o Bossa Jazz Trio, foi gravada ao vivo durante a apresentação. Com ela Elis se tornou a revelação do festival e conquistou a França, abrindo as portas para sua carreira internacional, incluindo a consagrada estréia no Teatro Olympia em Paris. Devido ao seu valor histórico foi relançada no CD "Elis 20 anos de Saudade", produzido por Marcelo Fróes em 2002 pela Universal Music.

 

 



 

Elis 20 anos

"Upa Neguinho" - Essa canção foi gravada ao vivo durante a apresentação no II Festival "Miden" do disco em Cannes, e devido ao seu valor histórico foi relançada no CD "Elis 20 anos de Saudade", produzido por Marcelo Fróes, e lançado em 2002 pela Universal Music.
"Samba Saravah" - Quando cantava esta canção no Teatro Olympia, na temporada pioneira de março de 1968, Elis apresentava os músicos que tinham vindo do Brasil para acompanhá-la, e começava dizendo meu nome e dando o andamento para começarmos a tocar, algo como: "a la batterie, José Robertooôp" , e eu iniciava o arranjo musical tocando o ritmo de samba sozinho, enquanto ela continuava com a apresentação individual dos outros músicos. Essa canção foi gravada ao vivo no Teatro Olympia, e devido ao seu valor histórico foi relançada no CD "Elis 20 anos de Saudade", produzido por Marcelo Fróes, e lançado em 2002 também pela Universal Music.

Embora o Bossa Jazz Trio tenha sido criado nos embalos da Bossa Nova, o estilo musical e o repertório que norteou sua existência, fez parte do período inicial do movimento pós-bossa nova denominado MPB. Apesar da sua curta existência, o grupo tornou-se referência nos anos 60 e deixou um importante legado que foi relançado em CDs na série "Som Livre Masters", entre os 25 títulos que marcaram para sempre a música popular brasileira nos anos 60. O Bossa Jazz trabalhou com os mais renomados artistas. Foi contratado do programa "O Fino da Bossa" comandado por Elis Regina, e com ela viajou por vários países ajudando a construir um dos episódios mais importantes da MPB e da carreira de Elis, na sua primeira e consagrada temporada no Teatro Olympia de Paris em março de 1968. ​Confiram neste vídeo a história do livro musicada, mostrando o legado da parceria entre Elis e o Bossa Jazz Trio, em ordem cronológica, começando com Elis "introduzindo" a história através das significativas palavras da letra de Trem Azul, voltando no tempo para os anos 60 e depois para o passado recente (pós livro Boulevard des Capucines) e trechos do reencontro emocionante de José Roberto Sarsano, Jurandir Meirelles e Amilson Godoy no SESC-SP em janeiro de 2008, como parte das comemorações dos 50 anos da Bossa Nova. Aí esta consolidada a história e o legado. Abaixo os álbuns completos gravados pelo Bossa Jazz Trio.

Bossa Jazz Trio: Todas as nuanças da história

 

O tema deste ensaio esta no livro Boulevard des Capucines, cuja primeira edição foi de apenas mil livros. No entanto, os milhares de visitantes do site que não tiveram acesso ao livro, e o recente reencontro e apresentação do Bossa Jazz Trio no SESC SP, me fizeram sentir a necessidade de colocar esta parte da história também no site, já que muitos conhecem o Bossa Jazz, mas não toda a sua história.

 

O Bossa Jazz Trio é a realização do meu sonho de menino, e foi o ato de criação mais importante da minha vida! Este ensaio, portanto, é dedicado aos visitantes do site Boulevard des Capucines, aos quais agradeço o imenso privilégio de sua atenção, que mantém viva esta história! Foi no Juão Sebastião Bar que conheci César Mariano (piano) e Airto Moreira (bateria), do Sambalanço Trio. Eu admirava muito o César como músico e como pessoa; o som que ele tirava do piano tinha um suingue irresistível. A batida poderosa e criativa de Airto Moreira na bateria, somada ao contrabaixo de Claiber, gerava um grande balanço de samba. A casa lotava para ouvi-los.

Eu me emocionava muito com suas performances e sem dúvida foi lá no Juão, sob a influência deles, que tomei o impulso definitivo na minha carreira musical. Tocar bateria já não era mais um meio para "conquistar as meninas do bairro", eu queria ser como eles, e tocar no Juão Sebastião Bar, e, muito mais que isso, eu queria ser um grande baterista e participar do ambiente da música popular brasileira. Foi, portanto, em 1964, no Juão Sebastião Bar que no meu coração e na minha mente começou a nascer o Bossa Jazz Trio.

Nesta época eu já tinha formado um trio com os amigos Benê (no piano e flauta) e Nelsinho (contrabaixo). Ainda amadores, éramos cada vez mais requisitados para apresentações em colégios e festas. Surgiram os primeiros convites para apresentações na televisão e como conseqüência a pressão para nos profissionalizarmos aumentava. Inspirados pela minha vivência de samba e jazz no Juão Sebastião Bar, mudamos o nome do conjunto para Bossa Jazz Trio.

Algum tempo depois, fomos convidados a participar de um show no colégio Mackenzie, onde, entre várias revelações, apresentaram-se, no início de suas carreiras, Toquinho e Chico Buarque de Holanda. O show do Mackenzie foi um marco na história do Bossa Jazz Trio, pois foi lá, como resultado da nossa performance, que fomos convidados pelo produtor de discos do selo RGE/Fermata, Manoel Barenbein, a gravar nosso primeiro disco.
 

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Gravamos "Balanço Zona Sul", de Tito Madi, e "Vamos Embora, Uau", de Jorge Bem, em um compacto simples (eram discos com duas músicas que tocavam em 45 rpm). Para nossa felicidade a música "Balanço Zona Sul" foi um sucesso de vendas, o que levou Barenbein a nos convidar para gravar um LP completo com 12 músicas. A canção "Balanço Zona Sul" foi relançada no CD O Melhor da Bossa nº 6, pela RGE Discos, em comemoração dos 30 anos de Bossa Nova.

 

O sucesso do primeiro disco abriu inúmeras portas e a quantidade de compromissos e os ensaios necessários aumentaram de forma a tomar praticamente todo o nosso tempo. Então a pressão foi demasiada. Ao ter que fazer a opção entre seguir com a faculdade de Direito, que ambos, Benê e Nelsinho, estavam cursando, e trancar matrícula para correr o risco de seguir uma carreira musical, eles preferiram parar. Então, com muita tristeza, nos separamos e eu fiquei sem piano e contrabaixo, e com um convite para gravar um LP pelo selo Fermata.

 

 

Decidi levar em frente o Bossa Jazz Trio e descobri a força de sonhar com o coração! Pouco tempo depois o conjunto adquiriu a formação que o consagrou, com o pianista Amilson Godoy e o contrabaixista Jurandir Meirelles. Aproveitando o espaço e a fama já alcançada pela formação anterior do trio, pusemos mãos à obra e começamos nos preparar para a gravação do nosso primeiro LP.

A competência musical de Amilson e Jurandir aumentou a competência musical do Bossa Jazz, e o apoio de mentores como Adilson Godoy e Walter Silva abriram importantes portas para nós. Juntos, com muito trabalho e competência, construimos esta brilhante história na Música Popular Brasileira, até sair da cena musical em 1969.

Quarenta anos se passaram desde então. Amilson, Jurandir e eu, reagrupamos o Bossa Jazz Trio em Janeiro de 2008, depois de tantos anos longe dos palcos, para uma apresentação no SESC SP em comemoração aos 50 anos da Bossa Nova. Foi um momento de extrema realização para Amilson e Jurandir, e particularmente para mim, que vi o meu sonho de menino concretizado e revivido! Esta performance esta registrada em diversos vídeos no Youtube.

O tema musical deste ensaio é "Balanço Zona Sul", o primeiro grande sucesso do Bossa Jazz Trio, que marcou sua entrada no mercado fonográfico em 1964, com Benê no piano e flauta, Nelsinho no contrabaixo, e eu na bateria. A vida continua! E a história, com o lançamento do livro Boulevard des Capucines, continua sendo construida!

 

 

Amor em Paz

 

Amor e paz são palavras que têm um significado especial. Amor em paz, então, duplamente especial. Amor em Paz é o nome de uma canção muito bonita de Tom Jobim e Vinícius de Moraes que Amilson Godoy, Jurandir Meirelles e eu gravamos no disco Bossa Jazz Trio Vol. 2. Não sei explicar bem porque, mas é a minha preferida no disco. Tentando expressar o que sinto, acho que nessa música os três músicos mostram com clareza algumas das características do sucesso do grupo: empatia, musicalidade e dinâmica interpretativa. Mas porque estou falando nisso? Na verdade comecei esse ensaio de trás para frente. A inspiração começou com um presente que recebi de um leitor e amigo português. Alberto é o nome dele, mora no Porto, em Portugal.

Leitor "real" do livro Boulevard des Capucines e amigo "virtual" no Orkut, recentemente me enviou um "link" para baixar um áudio de uma entrevista com Elis Regina, com o seguinte recado: "No excelente blog Outras Bossas, foi publicada uma entrevista de Elis feita em 1976. Brincando de recriar o show do Olympia, ela menciona seu nome. Você já ouviu? Há coisas que podem parecer pequenas mas sabemos, não o são... Um abraço caloroso!"

Gravada em 18 de fevereiro de 1976, a entrevista foi concedida por Elis para o apresentador Hélio Ribeiro da Rádio Bandeirantes, que na época comandava o programa "O Poder da Mensagem". Nessa entrevista, dentre vários outros assuntos, Hélio Ribeiro e Elis falam de forma bem descontraída, sobre a primeira e memorável temporada de Elis no Teatro Olympia em Paris, e, também, do conceito dela sobre Walter Silva, o "Pica Pau", o qual foi também um dos principais mentores do Bossa Jazz Trio, que a acompanhou nesta temporada no Olympia.

Ao ouvir a entrevista me surpreendi com um trecho que muito me emocionou. Realmente Alberto, "há coisas que parecem pequenas... mas não são"! O áudio da entrevista esta na página de mídia deste site, e é parte integrante do ensaio, ouvi-lo lhe dá um sentido muito especial. É importante porque se trata da própria Elis contando e ratificando uma parte da história que contei no livro Boulevard des Capucines, que envolve a temporada no Olympia, e me faz recordar o relacionamento do Bossa Jazz Trio com Walter Silva, cujo trabalho destaquei no meu livro, a quem, a exemplo de Elis, também o Bossa Jazz muito lhe deve.

Assim, muito respeitosamente, dedico este ensaio ao meu amigo Alberto, e, também, ratifico o meu tributo a Walter Silva, por ter acreditado no talento do Bossa Jazz Trio, por tudo o que representou na carreira de Elis, e por tudo o que fez pela música popular brasileira. Ouçam no áudio as palavras de Elis e Walter Silva, uma verdadeira aula de história da MPB. Na contracapa do terceiro disco solo do Bossa Jazz Trio (o LP Vol. 2, com Amilson Godoy ao piano, Jurandir Meirelles ao contrabaixo, e eu na bateria), lançado em 1966, Walter Silva nos honrou com as seguintes palavras:
 

 

Não me é nada fácil escrever algo, por menor que seja, sobre Amilson Godoy, Jurandir Meirelles e José Roberto Sarsano, os BJ3. Amigo íntimo que sou dos três e admirador fanático de suas apresentações, não quero cair no lugar comum das considerações infrutíferas sobre sua música e sobre sua arte. Prefiro dizer a vocês o que senti quando vi Amilson Godoy à frente da Orquestra Filarmônica de São Paulo, solando ao piano com um desembaraço impressionante, uma das peças mais difíceis de Beethoven. Confesso que chorei. Vibro com o "beat" de Zé Roberto à bateria e a técnica desenvolta de Jurandir Meirelles ao contrabaixo. Acredito mesmo que ambos darão, brevemente, muitas glórias à nossa música, a exemplo do que faz Amílton, irmão de Amilson, que pertence ao Zimbo Trio. Este segundo LP, é uma alentadora amostra.

Confio em vocês, "meus meninos". Walter Silva.

 

Elis nos deixou uma obra sociocultural inigualável, e foi habitar uma estrela... O Bossa Jazz Trio agora habita a história da MPB, e com seu legado, tem nela o seu merecido lugar. Benedito (o Benê, no piano e flauta), Nelson Aquino (o Nelsinho, no contrabaixo) que juntamente comigo começaram o Bossa Jazz Trio e foram responsáveis pelo nosso primeiro grande sucesso em disco e mídia com a música Balanço Zona Sul (Tito Madi), que abriu as portas para tudo o que veio depois na história do BJ3, seguiram seus caminhos na vida e hoje são respectivamente juiz de direito e advogado.

Amilson Godoy, Jurandir Meirelles e eu, que chegamos até o Olympia de Paris com Elis Regina, continuamos amigos, e, também, seguimos cada um nossos caminhos, marcados honrosamente pela bonita história que construímos juntos no Bossa Jazz Trio. Amilson é hoje um consagrado maestro, pianista e empreendedor no meio musical. Jurandir seguiu alguns anos mais com Elis e hoje é um bem sucedido empresário. Por último, mas não menos importante, o contra baixista Itiberê Zwarg - que dispensa comentários pelas suas performances com Hermeto Paschoal - veio trazer brilho ao Bossa Jazz, já quando as luzes estavam se apagando...

Tenho certeza que Amilson e Jurandir, se unirão a mim para dizer:  "Muito obrigado por ter confiado em nós Walter Silva! Hoje a história e o legado do Bossa Jazz Trio, solo e com Elis Regina, mostra que correspondemos à sua confiança!"