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Discografia |
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Toda a minha trajetória se fez pela minha paixão pela música e pela grande vontade de aprender.

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Bossa Jazz Trio - 1964
Este disco marcou a entrada do Bossa Jazz Trio no mercado fonográfico. O produtor Manoel Barenbein da gravadora Fermata nos convidou a gravá-lo como resultado da nossa boa participação em um show no teatro da Universade Mackenzie em 1964. Nessa gravação já tinhamos a marca registrada de bossa e jazz representando bem a batida e o som da Bossa Nova. Na raíz do Bossa Jazz Trio estão João Benedito (o Benê, no piano e flauta), Nelson Aquino (o Nelsinho, no contrabaixo) e eu na bateria. Juntos, aos 18 anos de idade, fomos responsáveis pelo primeiro grande sucesso do trio em disco e mídia com a música Balanço Zona Sul (Tito Madi), o que abriu as portas para o que veio depois na história do BJ3, incluindo a primeira apresentação no Teatro Paramount e o convite para gravação do primeiro e premiado LP em 1964 e 1965. Esta gravação foi relançada em CD, em 1989, pela gravadora RGE na coletânea "O melhor da Bossa", pelos 30 anos da bossa nova. |

- Balanço Zona Sul |
Bossa Jazz Trio - 1965
Em julho de 1965, já com a nova formação do grupo com Amilson Godoy no piano, Jurandir Meirelles no contrabaixo e eu na bateria, lançamos nosso primeiro LP, que foi produzido por "Produções Vassalo & Bassani" para o selo Fermata. Seu conteúdo foi resultado de quase um ano de trabalho entre escolha de repertório, arranjos, ensaios e a gravação propriamente dita. Nossos maiores hits na época eram a canção "Maria Moita" de Baden e Vinicius, e "Balanço Zona Sul" de Tito Madi. Este disco foi relançado em CD, em 2006, na série "Som Livre Masters", entre os 25 títulos mais representativos da MPB dos anos 60 a 80! |

- Deixa
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Bossa Jazz Trio Vol. 2 - 1966
Durante o ano de 1965, Amilson, Jurandir e eu, trabalhamos arduamente no projeto do nosso segundo disco. A evolução e amadurecimento musical que alcançamos em relação ao primeiro foi impressionante. Lançamos o disco Bossa Jazz Trio Vol. 2 de Produções Fermata, em fevereiro de 1966. O disco foi um sucesso e ganhamos definitivamente o respeito do público e da critica especializada. Na contracapa nos honraram com suas análises e homenagens o "disk-jockey" Fausto Canova e um de nossos mentores, Walter Silva. Nossos maiores hits na época eram as canções "Deixa" e "Canto de Ossanha", de Baden e Vinícius, e a minha preferida era "Amor em Paz", de Tom e Vinícius. Este disco foi relançado em CD, em 2006, na série "RGE Clássicos". |

- Louvação |
Dois Na Bossa Vol. 2
Gravado ao vivo no programa "O fino", com Elis Regina e Jair Rodrigues, no Teatro Record em São Paulo em 1966. Esse disco foi relançado no CD "Elis, Dois na Bossa n.º 2" e colocado no mercado em 2004 pela Polygram- Philips, com produção original de Mário Duarte e direção musical de Adilson Godoy. Nesse álbum gravamos "Upa Neguinho", um dos maiores sucessos da carreira de Elis. |

- Roda |
Elis - 1966
Considero este disco um dos melhores da carreira de Elis. Foi uma honra poder gravar com ela e uma orquestra formada pelos melhores músicos de São Paulo, com arranjos e regência do maestro Francisco de Moraes. Foi, também, a nossa única gravação com Elis com qualidade sonora de estúdio. O Bossa Jazz está em oito das doze músicas do disco: Roda, Pra Dizer Adeus, Estatuinha, Veleiro, Boa Palavra, Tem Mais Samba, Sonho de Maria e Teresa Sabe Sambar. Há algumas canções pelas quais tenho um carinho especial, tais como: "Veleiro", de Edu Lobo e Torquato Neto, "Tem Mais Samba", de Chico Buarque, "Sonho de Maria", de Marcos e Paulo Sérgio Valle. O álbum foi lançado originalmente em setembro de 1966, e relançado no CD "Elis 66", produzido por Luiz Mocarzel, colocado no mercado em 2004 pela Universal Music - Philips. |

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Elis Regina – Upa Neguinho em Cannes
Disco lançado em 1968, na França, imediatamente após o estrondoso sucesso de Elis no II Festival “Miden” do disco em Cannes. "Upa Neguinho", com Elis e o Bossa Jazz Trio, foi gravada ao vivo durante a apresentação. Com ela Elis se tornou a revelação do festival e conquistou a França, abrindo as portas para sua carreira internacional, incluindo a consagrada estréia no Teatro Olympia em Paris. Devido ao seu valor histórico foi relançada no CD "Elis 20 anos de Saudade", produzido por Marcelo Fróes em 2002 pela Universal Music. |

- Upa Neguinho |
Elis 20 anos
"Upa Neguinho" - Essa canção foi gravada ao vivo durante a apresentação no II Festival "Miden" do disco em Cannes, e devido ao seu valor histórico foi relançada no CD "Elis 20 anos de Saudade", produzido por Marcelo Fróes, e lançado em 2002 pela Universal Music.
"Samba Saravah" - Quando cantava esta canção no Teatro Olympia, na temporada pioneira de março de 1968, Elis apresentava os músicos que tinham vindo do Brasil para acompanhá-la, e começava dizendo meu nome e dando o andamento para começarmos a tocar, algo como: "a la batterie, José Robertooôp" , e eu iniciava o arranjo musical tocando o ritmo de samba sozinho, enquanto ela continuava com a apresentação individual dos outros músicos. Essa canção foi gravada ao vivo no Teatro Olympia, e devido ao seu valor histórico foi relançada no CD "Elis 20 anos de Saudade", produzido por Marcelo Fróes, e lançado em 2002 também pela Universal Music. |
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