1º Workshop aberto ao público

Posted by José Roberto Sarsano on fevereiro 13, 2012
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Ciclos Naturais e Planejamento de Vida

Posted by José Roberto Sarsano on fevereiro 20, 2012
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A vida é movimento, é mudança, é um processo em constante transformação. Mas, por trás desta sucessão aparentemente caótica de acontecimen- tos, aparecem constantes ritmos e marcos fixos que permitem descobrir e extrair a lei dos CICLOS, pois são eles que permitem compreender, por sua regularidade, o ritmo dos viventes, dando às ações um momento, uma direção e um significado.

A vida evolui em CICLOS encadeados sendo possível antecipar as grandes linhas do ciclo por vir e preparar-se para aproveitar o seu potencial de mudanças, utilizando a própria mente e leis universais que determinam o desenvolvimento, transformação e renovação pessoal. Você tem objetivos de longo prazo? Você tem um PROJETO DE VIDA? Você busca identificar e desenvolver os seus talentos e pontos fortes? Aqueles que fracassam no planejamento, planejam o fracasso.

Veja no vídeo trecho da palestra de sensibilização do Programa Seja o Maestro da Sua Vida, onde José Roberto Sarsano fala sobre os ciclos e fases da vida, a estruturação de um Projeto de Vida, e sobre a identificação e desenvolvimento dos nossos talentos e pontos fortes.

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O Voo dos Gansos Selvagens

Posted by José Roberto Sarsano on janeiro 28, 2012
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Há exatos 5 anos criei o Projeto Boulevard des Capucines e a Ciclos Projetos Socioculturais, que mais recentemente passou a ser chamada de Ciclos Coaching. Realização de um sonho, a Ciclos cumpre a sua missão com fortes vínculos culturais, sociais e naturais, como meio e mensagem no trabalho de desenvolvimento humano.

Uma referencia natural bem conhecida no mundo corporativo, sobre trabalho em equipe, liderança, fidelidade, amizade e solidariedade, é o ganso selvagem ou seu voo conjunto em formação “V”.  A mesma ave e a natureza de seu comportamento são usadas de forma alegórica na filosofia oriental para sugerir a ideia de um desenvolvimento que avança gradualmente – não sem riscos – mas com segurança.

Quando os gansos selvagens voam em formação “V” eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem sozinhos. Eles trabalham em Equipe. Quando o ganso que estiver no ápice do “V” se cansa ele passa para trás da formação e outro se adianta para assumir a ponta. Eles partilham a Liderança. Quando algum ganso diminui a velocidade os que vão atrás grasnam encorajando os que estão à frente. Eles são Amigos. Quando um deles, por doença ou fraqueza, sai de formação outro, no mínimo, se junta a ele, passando a ajudá-lo e protegê-lo. Eles são Solidários.

Mal comparando, tudo o que a Ciclos realizou nestes 5 anos foi graças a pessoas especiais que me ajudaram a progredir na direção do meu sonho. Ao  começar a voar nesta formação em “V” a Ciclos levou o projeto para mais de 7.000 pessoas, a maioria na forma de doação de conhecimento. Recebeu prêmio da Secretaria da Cultura de SP e apoio do Ministério da Cultura. Mais de 150.000 visitantes prestigiaram o nosso site e blog para ler os artigos publicados e conhecer nossas ações culturais. No último ano e meio delineou-se a aceitação da proposta de trabalho diferenciada da Ciclos Coaching, e chegaram os primeiros clientes e parceiros, grandes empresas e instituições. Graças a isto, o sonho continua vivo!

Diz-se que o ganso selvagem chama seus companheiros quando encontra comida; esse é o símbolo de paz e concórdia em meio à boa fortuna da sobrevivência. Ele não deseja a felicidade só para si. Assim, analogamente, compartilho a felicidade pelos resultados alcançados e a esperança no futuro, com todos os que têm prestigiado o meu trabalho, me acompanhado e me ajudado nesta jornada. Muito obrigado e saúde! Continuamos voando juntos!

Programa Seja o Maestro da Sua Vida

Posted by José Roberto Sarsano on janeiro 28, 2012
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Veja o vídeo com trechos da palestra de sensibilização e conheça a ideia e algumas técnicas do programa que integra saberes múltiplos e complexos com a música para inspirar e colocar pessoas em ação na direção dos seus objetivos. O tema do programa é Projeto de Vida. Orientamos os participantes a elaborar planos de ação para direcionar e conduzir às situações de vida que se deseja alcançar.

Com isso, ajudamos as pessoas a estruturar os seus sonhos ou objetivos, resolver problemas de desempenho e produtividade, auxiliando-as a formular um plano e apoiá-las para concretização dos seus objetivos a curto, médio e longo prazos.

O programa é oferecido em versões específicas para Escolas e Empresas sendo composto das seguintes atividades básicas:

1. Palestra de sensibilização/inspiração

2. Workshops

3. Coaching para consolidação do conhecimento

O escopo do programa inclui workshops para desenvolvimento pessoal e profissional em áreas específicas. Todos tem 3 horas de duração e incluem duas sessões individuais de coaching para consolidar o conhecimento.

  • Como estruturar um Projeto de Vida
  • Projeto de Vida Pessoal & Profissional: o fator Bem-Estar
  • Como identificar e desenvolver seus talentos e pontos fortes
  • Escolha e autogestão de carreira nos diferentes ciclos e fases da vida
  • Como organizar, equilibrar e controlar suas finanças pessoais
  • Organizando ações para aumentar sua produtividade: o fator tempo

Obs: O programa prevê Apresentações-Espetáculos com o conteúdo já mencionado agregado de apresentação musical com a banda de MPB/JAZZ de José Roberto Sarsano para simpósios, congressos, ou outros eventos específicos (fotos na página Clientes e Parceiros neste site).

Aplicado com propriedade a Simpósios, Mudanças Organizacionais, Autogestão de Carreira; Resolução de Problemas de Motivação, Engajamento Produtividade e Criatividade.

Com métodos e técnicas exclusivos (imagem abaixo), vem sendo aperfeiçoado ao longo dos 5 anos de existência e já foi levado para mais de 7.000 pessoas entre estudantes do ensino médio e profissionais de empresas sempre com excelente avaliação.

Teoria das Inteligências Múltiplas de H. Gardner, Mentoring, Coaching, Psicologia Positiva, e Storytelling aplicadas à Gestão de Mudanças e Conhecimento, em uma metodologia concebida para personalizar o trabalho respeitando as necessidades e o momento da organização-cliente.

Entre em contato, será um prazer marcarmos uma reunião pessoal para avaliarmos com poderemos ajudar você e a sua empresa em questões relacionadas à mudanças organizacionais, engajamento, auto-gestão de carreira, motivação, retenção de talentos e produtividade, dentre outras aplicações. Vamos conversar, você se surpreenderá com os resultados.

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Uma aula sobre talentos e pontos fortes

Posted by José Roberto Sarsano on janeiro 09, 2012
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Segundo Marcus Buckingham e Donald O. Clifton (Descubra seus pontos fortes, editora Sextante), talento é qualquer padrão recorrente de pensamento, sensação ou comportamento que possa ser usado produtivamente.

Assim, se você é instintivamente curioso, isso é um talento. Se é competitivo, isso é um talento. Se é sedutor, isso é um talento. Se é persistente, isso é um talento.

Por essa definição, mesmo traços aparentemente negativos podem ser chamados de talentos se puderem ser usados produtivamente. Obstinação? Ser obstinado é um talento se você se encontrar numa função onde não ceder diante de emagadora resistência for um pré-requisito para o sucesso.

Ayrton Senna nos dá uma aula sobre a identificação de talentos e o desenvolvimento de habilidades e pontos fortes através do conhecimento e técnicas.

Uma aula sobre determinação, disciplina, foco, ação, melhoria contínua, planejamento e estratégia. Uma das técnicas muito usadas por Ayrton era o ensaio mental: ele ensaiava a corrida mentalizando cada curva, cada detalhe da pista, e a reação do carro nestas situações. Uma aula do que é ser humano e de espiritualidade.

O assunto já foi mais do que explorado e não serve mais de referência? Veja este vídeo!

 

1º Encontro de Coaches Ciclos Coaching

Posted by José Roberto Sarsano on novembro 20, 2011
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O 1º Encontro de Coaches da Ciclos Coaching, realizado em 18/11/11, onde atuaram como facilitadores Mylly Alencar e José Roberto Sarsano, caracterizou-se por uma troca de ideias e experiências extremamente produtiva para todos os participantes. Os objetivos do encontro foram plenamente atingidos. O depoimento a seguir nos dá esta certeza:

“Quero parabenizar pela iniciativa e agradecer profundamente pela oportunidade que Mylly Alencar e José Sarsano me deram, junto com os nossos outros colegas, de compartilhar conhecimentos, debater ideias, trocar experiências, enfim de promover o crescimento mútuo. Sinto-me honrada por ter sido convidada a participar de algo tão produtivo que me fez ampliar, ainda mais, minha percepção de mundo. Muito obrigada! Será um grande prazer participar mais vezes de encontros tão enriquecedores”.

Além das experiências pessoais, foram abordados temas tais como Formação Específica, Perfil, Experiência, Formação Acadêmica, Certificação e o Mercado de Coaching. Da riqueza do conteúdo discutido, extraímos algumas conclusões.

A formação de um bom Coach exige preparo, tempo e amadurecimento. Quem se lança nessa jornada precisa reunir como bagagem, dezenas de horas de cursos, centenas de páginas de livros e muita vontade de aprender, refletir, se criticar e crescer.  Com relação aos cursos, o Coach deve valorizar o seu próprio conteúdo e ter especial atenção na escolha, visando evitar os aproveitadores do mercado.

Para ter uma atuação consistente um bom Coach necessita empatia com seu cliente, capacidade para criar e adaptar métodos, visão sistêmica, lidar com as situações, manter-se numa postura acolhedora e desenvolver uma relação de confiança.

Do Coach se espera que faça perguntas que ajudarão o outro a refletir e encontrar o seu caminho e o seu desenvolvimento. Trata-se de uma missão de responsabilidade, que exige um grande nível de atenção (ser bom ouvinte) e de foco (ser fã do ser humano, um entusiasta do sucesso das outras pessoas).

É consenso que o Coach pode ter sua formação em qualquer área, e que é preciso ter bagagem e prática. Experiência de vida, em antropologia, em psicologia, vivência organizacional e experiência atrelada à formação de pessoas, o que pode vir de carreiras dedicadas à atividade de preparar profissionais ou do papel de líder formador em qualquer área de uma organização, são requisitos importantes.

Coaching não é um fim em si mesmo. É uma “ferramenta”, uma metodologia que aglutina saberes de diferentes áreas do conhecimento humano.  Pode ser colocado em prática numa diversidade de atividades humanas e econômicas. É meio para que se possa agregar valor social ao indivíduo e valor econômico às organizações.

Muito importante notar que grande parte das pessoas que buscam o Coaching como carreira, tem muito claro o objetivo de ajudar pessoas como indivíduos e como organizações, a se desenvolverem e encontrarem seus caminhos em um mundo em constante mutação, para que todos possam realizar sonhos e objetivos, e viver e trabalhar em uma sociedade digna, justa e comprometida com a sobrevivência da espécie humana e de todas as que habitam o planeta.

Agradecemos a todos os que disponibilizaram seu tempo para prestigiar o evento com sua presença e contribuição, e esperamos sua participação em eventos futuros, que com certeza acontecerão.

Veja mais fotos do evento

 

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O labirinto das expectativas

Posted by José Roberto Sarsano on novembro 20, 2011
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“Todos os dias Deus nos dá um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. O instante mágico é o momento em que um ‘sim’ ou um ‘não’ pode mudar toda a nossa existência.” (Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei). Paulo Coelho.

O 1º Encontro de Coaches da Ciclos Coaching, realizado em 18/11/11 foi um sucesso, extremamente produtivo para todos os que prestigiaram o evento com sua presença e contribuição.

Fiquei feliz por constatar e confirmar que grande parte dos profissionais que buscam o Coaching como carreira tem muito claro o objetivo de ajudar pessoas como indivíduos e como organizações sociais a se desenvolverem e encontrarem seus caminhos em um mundo em constante mutação.

Com esta percepção, expresso a seguir o meu próprio processo de descoberta da importância e da responsabilidade de ter a vida alinhada aos nossos talentos,  nossa essência, crenças e valores, e aos nossos sonhos.

A vida pode ser mais leve. Mais lúdica. Sempre soube disso mas me perdi no labirinto das expectativas. Quase enlouqueci buscando a saída, sem rumo, falsamente feliz, afetando negativamente não só a mim como ao meu ambiente. Eu era executivo de grandes corporações.

Um ser iluminado mostrou-me o caminho, que, pela idéia fixa que me cegava, demorei a enxergar. O essencial é invisível aos olhos, de adultos que funcionam de acordo com as aparências, com as necessidades criadas pela sociedade, atropelados pelo tempo e pressionados pela velocidade da vida; invisível aos que abdicam, a cada instante, da poesia, de sua independência, da liberdade.

Agora, não quero, nem posso mais ser essa imagem que tanta gente congelou a respeito do que é ser adulto, profissional, executivo. Não quero mais esse freezer mental. Já fiquei tempo demais nele e espero poder inspirar e mostrar a irracionalidade dessa idéia fixa. Espero contribuir para a humanização dos negócios, do mundo corporativo.

Quero o calor da vida. Quero o sonho, e a realidade melhor que ele puder gerar. Quero alguma inocência que não seja maculada.

Quero descobrir coisas que não suspeito existirem e, que para minha surpresa, têm significado para a minha mente e o meu coração. E elas aí estão, acontecem quando você menos espera. Basta você estar aberto para as infinitas possibilidades de um instante, de um momento na vida. Como dizia Vinicius de Moraes: “A vida, amigo, é a arte do encontro…”

Quero a alegria de uma criança, um novo ser humano, como inspiração. Quero caminhar de mãos dadas, vida afora, com a criança que me habita. Quero olhar o mundo através dos olhos de uma criança: curiosa, espontânea, inocente, sem crenças limitantes, espiritual, fruto do amor.

Quero a música me elevando espiritualmente e dando o ritmo da minha vida!

Quero aprender, ensinar, servir, olhar o mundo com a alma aberta e, ao mesmo tempo, com a autoridade de quem já foi avaliado pela vida.

“Quem quiser ser líder deve ser primeiro servidor. Se você quiser liderar, deve servir” – Jesus Cristo. (Do livro O monge e o Executivo – Uma História Sobre a Essência da Liderança)

“Ser você mesmo, em um mundo que está constantemente tentando fazer de você uma outra coisa, é a maior realização” (Ricardo J. Magalhães).

Inspirado em temas de Antoine de Saint-Exupéry e Ana Jácomo.

Psicologia Positiva – O Capital Psicológico

Posted by Mylly Alencar on novembro 13, 2011
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“Nas organizações em que a gestão positiva é exercida há um maior equilíbrio entre as necessidades econômicas e as práticas de um coletivo mais saudável, há o encorajamento aos mais fracos, estimulo de competição mais justa, lealdade e gestão do stress”.

 

 A psicologia Positiva, considerada como uma nova ciência da fortaleza e da resiliência, nasceu com o objetivo principal de resgatar a positividade da vida. A resiliência, esperança e otimismo são fatores chaves para lidar com as dificuldades e pressões do dia a dia, tornando a vida mais feliz e produtiva, como relata o mentor desta ciência, Martin Seligman, presidente da American Psychological Association (Seligman e Csiksentmihalyi, 2000).

O enfoque ao ser humano é dado em suas virtudes, habilidades e pontos fortes, recorrendo às emoções positivas para as motivações da capacidade humana e não mais nas patologias e competências a ser desenvolvidas, não somente no que está para ser desenvolvido, concertado e também, em cuidar o que se há de melhor (Sheldon & King, 2001).

Nos cenários organizacionais, as rotinas e metas exigem e as consequencias psicológicas são inúmeras, além da quebra de produção, é neste momento que a psicologia positiva tem papel fundamental, pois o processo de desenvolvimento requer uma interação entre a resposta cognitiva (o que se pensa), emocionais (o que se sente) e comportamentais (o que se faz).

Baseando-se nos fatores pessoais e situacionais, percebe-se é que na resposta cognitiva que as atitudes terão maior peso, o individuo que estabelece objetivo e cria expectativa positiva, potencializará suas forças e as tornará uma alavanca para seu sucesso, para sua felicidade. Manter-se motivado por processos dolorosos dificulta o desenvolvimento.

Em função do desempenho organizacional e realização pessoal de cada colaborador, as forças e capacidades psicológicas são geridas. Ressaltar as virtudes, pontos fortes, habilidades, valorizando a dignidade humana, prezando a excelência podem gerar consequencias desejáveis nos indivíduos de nas organizações, passando do interior para o exterior, impactando na satisfação de clientes, por exemplo.

Caberá aos gestores, priorizarem o estimulo as qualidades positivas que cada colaborador possui, orientando a encontrar quais situações propiciam a auto realização, utilizando-se destas forças. Quanto mais se possui otimismo, resiliência e esperança, mais elevado será seu desempenho (Luthans, Avolio, Walumbwa & Li, 2005).

Trata-se de um novo conceito para a gestão, pois enquanto a gestão atual procurar resolver problemas e situações negativas, as emoções positivas auxiliam em resolver problemas relacionados ao crescimento e o desenvolvimento pessoal, alrgando o estado mental e ajudando a contruir recursos pessoais duradouros (Cunha M.P.,Lopes M.P., 2005).

O conceito de capital psicológico oriunda-se do conceito das capacidades psicológicas positivas, traduzindo valor para as organizações (Luthan & Yousself, 2004). Este capital constitui um fator psicológico de positividade e em geral de obediência aos critérios do comportamento organizacional positivo, indo além do capital humano – conhecimento, capacidades e competências.

Trabalho e vida pessoal são coisas distintas?

Posted by José Roberto Sarsano on outubro 22, 2011
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Ao observar o que acontece na prática vejo que o discurso invariavelmente não corresponde à realidade para a esmagadora maioria das pessoas. E as empresas são formadas por pessoas. Vejo muita infelicidade, independentemente do estrato social, do carro de luxo, do cargo na empresa, do poder de consumo. Sem desconsiderar a importância do trabalho em nossas vidas, ainda vejo muita gente fazendo dele a razão única de sua existência. Ainda vejo vidas e familias destruidas por este descompasso. Ainda vejo muitas empresas com um discurso maravilhoso mas que na prática não funciona, induzindo ou até obrigando os seus colaboradores a jornadas de trabalho que inviabilizam suas vidas pessoais. Isto afeta as pessoas diretamente e, também, aquelas pessoas que compõem o seu contexto de vida, sejam elas as esposas ou maridos, os filhos, a família, os amigos. Isto sem contar a disparidade entre os seus sonhos, sentimentos e emoções e a possibilidade de realizarem-se como seres humanos. Mas há mudanças acontecendo, e isto se deve em parte à nova geração Y (pessoas nascidas nos anos 80 e 90), que cresceu vendo seus pais sendo injustamente obsoletados por um sistema falido, e por outro lado porque como seres humanos estamos chegando aos nossos limites.

As empresas, em busca de competitividade, vêm descobrindo gradativamente que não basta o desenvolvimento das competências técnicas e gerenciais de seus colaboradores. Sem investimento no desenvolvimento integral do ser humano que considere os diversos aspectos de sua vida, os seus sonhos, emoções e sentimentos, e estimule o autoconhecimento e seus múltiplos talentos visando a transformação e renovação, sua eficiência decresce.

Como base avançada do pragmatismo e objetividade na nossa cultura, as empresas se empenham em criar processos que pressupõem componentes totalmente racionais. No entanto a empresa é uma organização social, o ser humano é (também) emocional, e sua criatividade e produtividade têm neste fato o componente mais crítico. Além disso, a forma como o indivíduo se vê influencia diretamente suas atitudes com a equipe, clientes e gestores. Não é fácil (mas perfeitamente possível) para os profissionais da geração X e anteriores livrarem-se da ilusão e dos estereótipos criados ao longo de décadas. 

Mas, o tempo é o senhor da razão, e começa a ser “racional” admitir que não dá para viver tratando trabalho e vida pessoal como coisas distintas, e que há necessidade de um maior equilíbrio entre o emocional e o racional nas empresas. Nos tempos atuais, entre pessoas funcionais, os profissionais mais criativos e produtivos percebem a vida de forma mais lúdica, são alinhados à sua essência e talentos, e sabem o que querem e onde querem chegar.

Em um mundo de competição, que exige cada vez mais criatividade e produtividade, ninguém pode se dar ao luxo de passar ao largo de outras formas de inteligência. Esse é o reconhecimento que os tempos atuais, da geração Y, com o aprendizado das gerações anteriores e um senso de urgência próprio de sua época, vêm prestando a um universo que, até  recentemente, era percebido como algo externo ao conjunto de competências para a excelência profissional.

O que realmente motiva as pessoas?

Posted by José Roberto Sarsano on outubro 18, 2011
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No meu trabalho como palestrante e Coach Profissional admito que criei uma abordagem “diferente” dos usos e costumes do ambiente das empresas. Mas o fiz porque acredito que é exatamente de algo “diferente” que precisamos no mundo atual. Daquilo que eu sei – que vivi e aprendi – com verdade, conceitos e método, é o conteúdo que acredito e tenho passado adiante com estes objetivos.

Na vida pessoal e profissional (que são mundos que se entrelaçam), é um fato que o que move as pessoas são os seus sonhos, crenças e valores, na busca de felicidade e realização. Tudo principia no individuo e aí esta contido. Por acreditar nisso, adotei uma abordagem lúdica, focada no indivíduo para gerar valor através da sua felicidade e realização. Parece natural e até lógico, e gradativamente, principalmente com os processos de Coaching, este tipo de abordagem vem ganhando espaço no mundo empresarial.

Mas ainda assim, há certa resistência. E por quê? Por dois motivos. Primeiro, porque as pessoas só querem respostas fáceis, “objetivas”, o que simplesmente não existe quando se trata de seres humanos. A segunda razão é que muitos executivos, gestores, acreditam que os negócios se destinam apenas a gerar dinheiro, que a empresa é o olimpo do pragmatismo e objetividade não cabendo lugar às emoções, à ludicidade e à subjetividade da intuição e da espiritualidade.

Como em geral as organizações configuram um sistema de crenças, valores e ética próprios, com a prevalência dos jogos de poder, do “ter” sobre o “ser”, é tentador acreditar que os sonhos dos funcionários não são relevantes para elas, e, que tudo se resumiria numa relação de troca de interesses lógicos e racionais, desprovidos de emoção, mas com muita “paixão e adrenalina”. Um paradoxo, mas dizem que negócios são negócios, e os fins justificam os meios, sejam lá quais forem.

Isto fica muito claro quando escutamos coisas do tipo: “a companhia decidiu”; “as crenças e valores da empresa”, despersonalizando decisões que foram tomadas por pessoas. Esta dicotomia cria uma dupla personalidade nas pessoas onde os valores e a ética pessoal e os valores e ética da “empresa” nem sempre coincidem. Mas no fim de tudo, foram pessoas que criaram um negócio, são pessoas que estão se relacionando e trabalhando para sobreviver e realizar sonhos e objetivos pessoais, que muitas vezes não são realizados por este conflito que não é natural no ser humano.

Isso só faria sentido se os colaboradores não fossem importantes para a organização. Mas, nesse caso, por que teriam sido contratados?

Existem vários exemplos, mas o que acabei de mencionar não acontece, por exemplo, em uma empresa como o Circle du Solei, que além de ser um exemplo perfeito da teoria de inteligências múltiplas de Howard Gardner, se define da seguinte forma: “somos uma empresa de entretenimento criativo; criamos espetáculos a partir dos sonhos, talentos e paixões dos nossos artistas e criadores”.

Não acontece, também, em empresas onde os gestores estão permanentemente atentos aos sonhos, valores e crenças dos seres humanos que trabalham neste grupo de outros seres humanos chamado “empresa”. Gestores de “pessoas” e não de componentes de uma máquina. Afinal a Era Industrial já acabou faz muito tempo.

Não há nada mais triste que uma pessoa que, de tão preocupada com a ideia da sobrevivência ou acomodada em um determinado sistema de crenças, perca a capacidade de sonhar. E, quando isto ocorre, vamos perdendo pouco a pouco o interesse pelo trabalho, por nossas relações pessoais e pela própria vida.

Nas transações de negócios, não podemos esquecer-nos jamais de que todas as empresas e organizações são formadas por pessoas; nos dois lados de cada negociação há gente. Portanto são as pessoas que decidem se as empresas serão ou não bem sucedidas; e todas têm sonhos, crenças e valores. Estes fatores são invisíveis, mas poderosos, ainda que você não os veja, eles mantêm tudo funcionando.

O futuro da empresa e os anseios e o potencial de seus colaboradores estão interligados. Valorizá-los como seres humanos integrais é uma fonte de valor inestimável gerando motivação, lealdade e aumento de produtividade, com impacto direto na competitividade. As pessoas passam a maior parte da vida trabalhando e elas deveriam gostar do que fazem ou, pelo menos, trabalhar sabendo que seu esforço as esta levando ao encontro dos seus objetivos.

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